RELEMBRANDO A PRISÃO DE JUAN CARLOS RAMÍRES ABADÍA – MEGA TRAFICANTE PRESO PELO NOVO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO PARANÁ – DR. FERNANDO FRANCISCHINI

abadia.JUAN CARLOS RAMÍRES ABADÍA O HOMEM DE MIL FACES

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O esconderijo de um dos traficantes mais procurados do mundo foi descoberto em agosto, no Brasil. Mesmo após dezenas de cirurgias plásticas para mudar a fisionomia, Juan Carlos Ramirez-Abadia, 44 anos, foi reconhecido e preso pela Polícia Federal em um condomínio de Aldeia da Serra, na Grande São Paulo. A polícia dos Estados Unidos, que também procurava o traficante, oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões por informações que levassem à sua captura.
Abadia, conhecido pelo apelido de Chupeta, foi surpreendido às 6h30 do dia 7 de agosto, em sua mansão de luxo. Na residência, a Polícia Federal localizou um bunker, com paredes falsas e ligações subterrâneas. A prisão ocorreu durante a Operação Farrapos, realizada em seis Estados (SP, RJ, PR, SC, MG e RS). Para a PF, Abadia escolheu o Brasil para se esconder, pois achava que poderia passar despercebido, por se tratar de um país continental.
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, Abadia teria montado um esquema no Brasil para lavar pelo menos US$ 9 milhões oriundos do tráfico de drogas. Considerado um dos principais líderes do Cartel Vale del Norte, da Colômbia, ele também foi acusado de usar mais de 30 documentos falsos e corromper agentes públicos.
Após a prisão, a PF seguiu fazendo buscas em mansões que pertenciam a Abadia e a seus comparsas. Em uma delas, na região de Campinas (SP), foram encontrados US$ 952 mil e 420 mil euros enterrados. Em Jurerê Internacional, no norte da Ilha de Florianópolis (SC), a PF encontrou 122 mil euros, o equivalente a R$ 307 mil. No total, 322 bens do traficante, avaliados em US$ 400 milhões, foram bloqueados pela Justiça.
Em outubro, o governo dos Estados Unidos formalizou o pedido de extradição do narcotraficante. O ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu a solicitação de extradição por meio do Ministério da Justiça brasileiro.
Em depoimento, Abadia acusou delegados do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) de tentar extorqui-lo. Um dos integrantes da quadrilha, Daniel Maróstica, teria sido obrigado a pagar US$ 800 mil a policiais ligados ao delegado Pedro Pórrio para libertar um membro do grupo em 2006. A polícia negou as acusações, mas o delegado foi preso e oito policiais foram afastados.
Ramificação
Uma ramificação da quadrilha de Abadia foi descoberta com a prisão cinco colombianos e dois brasileiros no Uruguai, também em agosto. Eles fariam parte do Cartel do Norte do Valle, cujo líder seria Abadia. O colombiano Gustavo Durán Bautista, 50 anos, foi identificado como chefe da organização, e seu sobrinho, Juan Durán Parra, como seu “braço direito”.
Bautista, segundo a PF, também movimentava grande quantidade de dinheiro no Brasil e usava uma fazenda em Juazeiro, norte da Bahia, como fachada para o tráfico. A droga seria enviada para a Europa dentro de caixas de frutas., exportadas por produtores do Nordeste do Brasil. Bautista possuía um helicóptero e um avião que foram apreendidos no Aeroporto Campo de Marte, na capital de São Paulo.
O colombiano teria ainda envolvimento com a juíza Olga Regina Guimarães, da 47ª Vara de Substituições de Salvador. Ele teria pago R$ 14,8 mil à juíza para ser inocentado em um processo por tráfico de drogas, em 2001. A juíza negou as acusações.

Assista o Vídeo da operação da prisão do mega traficante

https://www.youtube.com/watch?v=8WW6lVd3QAk

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